O Medo das Sensações do Corpo
A pessoa com pânico vive um profundo estranhamento em relação às suas sensações corporais, seu corpo é vivido como uma fonte constante de ameaça. A pessoa faz constantes interpretações equivocadas e catastróficas de suas sensações corporais, achando que vai ter um ataque cardíaco, que está doente, que vai desmaiar, que vai morrer, etc. H á uma profunda falta de confiança no funcionamento do organismo e nas sensações que dele derivam.
A pessoa com Síndrome do Pânico vive ansiosamente o que poderia ser vivido como sentimentos diferenciados. Numa situação que poderia despertar alegria, a pessoa se sente ansiosa; numa situação que provocaria raiva ela também se sente ansiosa. Qualquer reação interna ou sentimento mais intenso tende a despertar reações de ansiedade.
As crises geralmente se iniciam a partir de um susto em relação às sensações do próprio corpo. A s sensações disparadoras podem ser variadas, desde uma alteração nos batimentos cardíacos, uma sensação de perda de equilíbrio, tontura, falta de ar, enjôo, palpitação, tremor, etc. A presença destes gatilhos corporais pode disparar ansiedade mesmo quando a pessoa não se dá conta de sua presença. As pesquisas apontam, por exemplo, que reações corporais temidas aparecem logo antes das crises de pânico noturnas eclodirem, quando a pessoa ainda está dormindo. Esta associação sensações-perigo , que dispara ansiedade e inicia uma crise de pânico precisa ser enfraquecida no tratamento.
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